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Luciana de Carli - Magic Jazz

Deu branca no jazz tupiniquim: trata-se da cantora e compositora mineira de Belo Horizonte (MG) Luciana de Carli. Dona de voz límpida com emissão clara e precisa, optou pela carreira solo há oito anos, mas desde a década de 90 já colabora frequentemente com o fomento de música no Brasil.
 
Corajosa – fazer jazz nestas terras pode ser um boicote a própria carreira - lançou em maio de 2013 o disco “Magic Jazz” (nome sugerido por um fã no Facebook após vê-la cantando ao vivo), formado por oito canções de lavra própria e produção musical da artista com direção musical de Felipe Fantoni e Bernardo Britto. Gravado ao vivo no estúdio “Na Trilha Produções” da capital mineira, o entrosamento entre cantora e músicos, juntos responsáveis pelos arranjos, fica mais nítido ainda: Luciana sabe aonde quer chegar.
 
Na foto da capa do disco – feita por Robson Mariz – Luciana aparece firme e decidida, o que comprovamos pela sua postura neste primeiro disco autoral (o anterior focou o repertório da dama Ella Fitzgerald), que pode parecer curto devido o número de faixas, mas suficientes para Luciana mostrar que entende do riscado.
 
“Green Eyes” (Luciana de Carli) é canção envolta em atmosfera de cabaré refinado com ênfase na bateria de Léo Pires. O trompete ajuda bastante nesse aspecto, ponto de Paulo Márcio.
 
“I’m a Singer” (Luciana de Carli e Paulo R. M. Bittencourt), como o título já adianta, fala da sina de ser cantora de maneira retro e romântica (sem cair na pieguice cafona). A melodia leva para um ambiente esfumaçado, principalmente com a entrada do trompete de Paulo Márcio. A bateria discreta faz bonito jogo melódico no conjunto do arranjo.
 
Faixa instrumental com vocalizes de Paulo Márcio, Samy Erick e Luciana de Carli, “Moving City Lights” (Luciana de Carli) é daquelas que te convidam pra bailar. Remete na sonoridade a outras décadas. Uma das mais animadas do disco.
 
Se bem trabalhada/divulgada, “To Fly” (Luciana de Carli) pode vir a se tornar um hit. Poderia estar na trilha de filmes parisienses. A melodia redonda e bem acabada, pontuada pela bateria de Léo Pires e trompete de Paulo Márcio, é a prova viva e sonora de que o jazz pode ser pop sem se rebaixar ao popularesco barato e de qualidade duvidosa. Uma das melhores faixas do álbum.
 
Em “Lady of The Stars” (Luciana de Carli) o canto é mais suave, mais contido, porém com emoção. Parece que a guitarra de Samy Erick persegue a voz dela, assim como acontece com Nina Simone em “A Put a Spell On You”, onde a voz dela persegue as notas. Essa música é delicada, com cara de dia chuvoso, O teclado certeiro de Bernardo Britto ajuda nisso.
 
“Magic Jazz” (Luciana de Carli) é canção mais animada, onde Luciana se solta mais. No quesito instrumental cada músico dá o seu recado de maneira bacanérrima. Bernardo Britto é o grande destaque nessa faixa das mais interessantes.
 
Com instrumental bem elaborado, “Hot or Cold” (Luciana de Carli) faz parte do time das melhores. É uma delícia ver Luciana perguntando: “is this affair Hot or cold?”. O melhor arranjo é o dessa canção, bem gostosinha por sinal.
 
A bateria (bem) discreta pontua “He Is” (Luciana de Carli), que ganhou letra provavelmente feita para o homem amado: “he’s my Sun, He is my morning, he’s my Sky, and He is my flight”. Luciana canta baixinho, como se estivesse contando seu segredo mais íntimo e dando-o de bandeja para o ouvinte.   
1º Green Eyes
 
2º I'm a singer

3º Moving city lights

4º To fly

5º Lady of the stars

6º Magic jazz

7º Hot or cold

8º He is

 

Escute o CD aqui:

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